sexta-feira, 11 de janeiro de 2008


JOANA FLOR & SEUS DOIS MARIDOS


Cantora, compositora, poetisa e instrumentista Joana Flor tem formação particular em violão clássico e popular, guitarra, percussão e canto lírico e participou de oficinas com Uakti e José Miguel Wisnik.

Fez parte da Bateria Feminina de Escola de Samba da Escola de Música Villa Lobos (RJ) apresentando-se no carnaval carioca em blocos carnavalescos e na Marquês de Sapucaí. Desde 1999 apresenta-se em diversos bares, restaurantes e casas de show da Zona Sul do Rio de Janeiro e na grande São Paulo.

Trabalhou diversas vezes na direção musical, composição e arranjo de peças e esquetes teatrais adultos e infantis além de compor trilhas para dança e cinema. Estudou Teatro na UNIRIO, participando de diversas montagens teatrais como atriz e cursou Filosofia na UFRJ.
O trio JOANA FLOR & SEUS 2 MARIDOS tem um estilo peculiar de misturar samba, bossa, blues, funk e rock. No primeiro trabalho da banda, o CD homônimo e lançado de forma independente, dá pra notar as influências que vão desde Mutantes, Tom Zé e Jimi Hendrix até Red Hot Chilli Peppers e Led Zeppelin.
O CD foi produzido, arranjado e gravado pelo trio que começou a tocar junto em janeiro de 2005. As composições, versões e arranjos refletem a mistura de gêneros que caracteriza a formação eclética e heterogênea da banda, sempre com muita energia, atitude e personalidade.
Joana Flor & Seus Dois Maridos abriu show de Arnaldo Antunes no festival O Q Difere (São Paulo) e se apresentou na Feira do Livro (Porto Alegre), no Central das Artes (São Paulo) e nas casas noturnas paulistanas Urbano, Enfarta Madalena e Rock Brasil. A banda tem a seguinte formação: Joana Flor – Violão, guitarra, percussão e voz – Cantora, compositora, instrumentista e poetisa com formação particular em violão clássico e popular, guitarra, percussão e canto popular; compõe, arranja e executa trilhas sonoras para teatro, cinema e dança. Markão - Bateria - Dono de uma pegada forte e precisa, começou a tocar bateria aos 17 anos, de forma autodidata, estudando hoje no EM&T, já tendo participado de várias bandas. Ota - Contrabaixo - Formado em piano erudito e regência de orquestra, optou há mais de 6 anos pelo contrabaixo e hoje é veterano na noite paulistana.
Das tantas vozes lindas que existem no Brasil – este país de cantoras como alguém já deve ter dito (e que bonito pensar um país de cantoras!) - podemos ouvir mais uma. Joana Flor (dá para ouvir no site www.joanaflor.com.br ) tem voz com um gato dentro, de cristal alisado, de zinco derretendo, de folhas revolvendo na ventania, de torpor com ócio com sede com lâminas ameaçando cortar sem perigo, só o prazer do perigo.

Conversávamos na casa de Danilo Monteiro, poeta e músico, no domingo (nós e as amigas muito especiais que se achavam aqui em SP: Rafaela, Mariana, Tatiana e Cibele, a outra Tati já tinha ido embora), na verdade, ouvíamos Joana trocando músicas com Fernando Chuí e Danilo e eu fiquei com a impressão de que um animal trafegava na voz da moça. Pensei numa “topografia” ou numa “ritmografia” da voz que pudesse nos esclarecer o que ouvimos, como ouvimos.

Ouvindo Joana (a voz do Fernando eu não consigo descrever) eu pensei na sorte dos conhecedores de vinhos com suas metáforas totalmente gustativas. Não consegui imaginar que outra textura que a do gato com seus pêlos trafegando pelos veios cor de carmin da alma da cantora. Tomara que ela me entenda.

Um comentário:

FINA FLOR disse...

querido, que espaço legal!!!!

e já cheguei em dia de boca dica!!!

vou procurar a moça por aí.

beijos e sorte por aqui,

MM.