domingo, 16 de março de 2008




FUGA

foges bem
pára
bem longe
daqui

recolhes
como um pássaro remido
o couro que dos teus pés
pousas

contas
como só as tuas nuas preces
soam
o tempo
que ficastes no ar

flanas
como as folhas das manhãs
onde tudo abrigas
o vento que te recortas
do curso dos leitos

e louvas
por entre o silêncio da noite
o canto
que te enganas
por te deixar
assim
passar.

Cgurgel

2 comentários:

Délia disse...

O que se dizer da poesia?
Nada pode ser digno de traduzir o que não se encerra em si.
Mas gostei muito.
Virei muitas outras vezes, pois farei um link do teu blog no meu. (quase um pacto consedido né?)

Um beijo sem muitas palavras.
Adélia.

Délia disse...

Sim, este é o meu blog...

http://compulsaoporescrever.zip.net