segunda-feira, 28 de julho de 2008



AI DO MAR


névoa que de nada me leva
me lave e me voa
entre o mar sargaço
e a onda que me bolha

onda que de nada estepe
urra entre o arrecife e o ali
como pele que flana ecoa
por sobre o meu corpo e o latim

e os borralhos que estão no fim do grão
se espraiam na esteira de troncos e galhos solteiros
manhã que do mar de uma praia deserta
nado que do ar que do fim recolho.


Cgurgel

2 comentários:

Gina disse...

que devo comentar??!!! seu talento, cairia na besteira de ser repetitiva...todo mundo conhece, aprecia...ta LINDO o BLOG, e as poesias a gente só se delicia...
Bjoks francesas kkkkk

ON THE É (nada do que não era antes, quando não somos mutantes) disse...

obrigado bella Gina. ao que me consta, voce é que desfila e destila toda a sua irretocavel beleza pelo boulervard de
Montparnasse, ao som das sinetas tremelicando uivos e vivas em sua direção. seja sempre muito bem vinda!!
beijos,

Cgurgel